Jundiaí, Terça-Feira, 10 de Dezembro de 2019

Prefeitura visita possíveis áreas para cultos no fim de abril


Este e outros assuntos foram abordados na reunião da Uni de 09/04. Confira!

Por Édi Gomes
Jornalista
E-mail: gomes.edi@gmail.com


Prefeitura visita possíveis áreas para cultos no fim de abril
 
A notícia foi dada pelo presidente Gihad Abbas; local será destinado aos cultos de matriz afro
 
Mais uma reunião ordinária da UNI Terreiros – União das Comunidades de Terreiros de Jundiaí e Região, aconteceu na noite de terça-feira, 9 de abril, no Templo de Umbanda Caboclo Pedra Preta. 
 
Em pauta apresentada, o presidente Gihad Abbas, abordou o andamento da possível área que a Prefeitura de Jundiaí irá destinar para o culto das religiões de matriz afro do município e região; a atividade do Dia Mundial do Meio Ambiente; andamento do processo de intolerância religiosa contra o Templo de Culto à Ògun e Yemonjá – TCOY; e sobre a organização do trabalho de praia.
 
Serra do Japi
 
“Entre os dias 25 e 26 de abril, a Prefeitura de Jundiaí está organizando a visita dos locais, para escolha da área, que  será destinada ao uso dos rituais para Umbanda e Candomblé. Foram organizados no dia 27 de janeiro, durante o I Encontro da Serra do Japi, três grupos de trabalho para cuidar da educação ambiental, outro para escolha da área e um terceiro para as normativas de uso da área. O processo é lento, mas está andando. As nossas gerações futuras irão desfrutar plenamente da conquista que estamos trabalhando”, disse Gihad Abbas.
 
Importante frisar, como destacou Gihad, de que no local que o Poder Público irá destinar, sacrifícios animais não serão permitidos, bem como a queima de velas, por se tratar da área de proteção ambiental. 
“Tem que ficar claro que a UNI Terreiros, bem como a Prefeitura, NÃO ESTÃO ‘dizendo’ como cada Casa de Axé tem que trabalhar. Cada dirigente conduz dentro de seus Templos, os seus rituais. No entanto, neste local que nos será disponibilizado, tem que seguir a legislação Municipal, que coíbe sacrifícios neste campo e uso de velas, para evitarmos incêndios da área de preservação da biosfera que é a Serra do Japi”, alertou Gihad.

Meio Ambiente
 
Segundo o presidente, a UNI Terreiros aguarda retorno da Fundação Serra do Japi para participar da Semana do Meio Ambiente. “A nossa intenção é promover limpeza dos locais da Serra, em que são utilizados para cultos, porém os praticantes não contribuem com a limpeza. É mais uma oportunidade de mostrarmos o empenho da nossa associação e que somos fortes”, completou.
 
TCOY
 
Ainda sobre o ataque de intolerância religiosa, que aconteceu ao Pai Beto D´Ògun e aos seus filhos no Templo de Culto à Ògun e Yemonjá – TCOY, no dia 19 de janeiro, Gihad Abbas disse que o processo está sendo acompanhado e que a UNI Terreiros está à disposição de todas as casas para auxiliar em questões deste teor, bem como orientações para regularizar a casa e demais assuntos de ordem jurídica.  “O fato é que sempre estaremos cobrando e acompanhando para que cada vez mais a nossa fé seja respeitada”, disse Gihad Abbas.
 
Louvor a Iemanjá
 
O presidente avisou que as tratativas para a participação dos associados da UNI Terreiros, nas homenagens a Mãe Iemanjá em dezembro, começam a ser feitas nos próximos meses. “Foi muito boa a experiência em 2018. Neste ano queremos que mais casas nos acompanhem. Iremos divulgar pelas redes sociais e também no nosso portal, a dinâmica para inscrever os terreiros, orientações e valores. Lembrando que as taxas são mais baratas do que praticado em muitas federações”, completou.
 
“A UNI Terreiros, por força do seu estatuto, não cobra mensalidades e taxas para manutenção da associação. Neste caso do trabalho de praia, o Terreiro inscrito recebe as orientações dos valores que serão pagos diretamente para o uso de solo a Prefeitura de Santos. Somos parceiros para orientar apenas”, completou.
 
Próxima reunião
 
O próximo encontro da UNI Terreiros está programado para 15 de maio, com local a definir.