Jundiaí, Terça-Feira, 10 de Dezembro de 2019

Terreiro em Campo Limpo é alvo de ataque


21 de Janeiro, Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Pouco a se comemorar, muito ainda a se fazer.

A data foi instituída em 2007 depois da morte da sacerdotisa do Candomblé Gildásia dos Santos, conhecida como Mãe Gilda. Após ter a casa e o terreiro invadidos por grupos de outra religião e o marido agredido, a Iyalorixá morreu em decorrência de um infarto.

Nesses mais de 10 anos, a história se repetiu muitas vezes, a última muito recentemente com um terreiro em Campo Limpo Paulista, graças a Deus, dessa vez, sem mortes.

Na noite de 19 de Janeiro, o Templo de Culto à Ògún e Yemọјá – TCOY, foi alvo de intolerância religiosa seguido de agressão verbal e praticada. Segundo a página do templo, após 20 minutos do início do culto religioso, um vizinho do local começou a agredir verbalmente todos os presentes. Em um ato de extremo ódio, apedrejou o templo de Umbanda e os carros que estavam estacionados no local. Ameaçou atear fogo e colocou em risco a vida de crianças, idosos e pessoas deficientes.

Mesmo diante do crime evidente praticado pelo vizinho, a autoridade policial e despreparada e, quando da lavratura do boletim de ocorrência, se recusou a enquadrar a conduta do agressor no crime de intolerância previsto no art. 208 do código penal.

A UniTerreiros se solidariza com o templo e seus filhos, e já está adotando as providências judiciais cabíveis contra o agressor.